A tuberculose pode ter diferentes apresentações clínicas, que se relacionam com o órgão acometido, fazendo-se necessário uma investigação diagnóstica individualizada, com acompanhamento clínico, laboratorial e exames de imagem.
São classificados como Bacilos Álcool Ácido Resistentes (BAAR), devido às características da parede celular, que é muito complexa em termos químicos, com forte caráter hidrofóbico (lipídica), apresentando em sua superfície ácidos micólicos, porinas (transmembranas), lipoarabinomanana, glicolipídeos, rabinogalactana, peptideoglicano e, na camada mais interna, uma membrana celular. Em pesquisas microscópicas, são coradas em rosa pela coloração de Ziehl-Neelsen. São bacilos finos, de tamanho variável, aeróbios, imóveis (sem flagelos), baixa permeabilidade, crescimento lento ou rápido e não formadores de esporos, tais características confere grande resistência a esses microrganismos, como ácido resistência, aos detergentes e alguns antibacterianos. Algumas espécies podem formar agregados longos (como cordas).
família Mycobacteriaceae
gênero Mycobacterium: mais de 170 espécies
Grupos de importância à saúde humana:
Etiologia da tuberculose humana: Complexo Mycobacterium tuberculosis (M. tuberculosis, M. bovis, M. africanum, M. canetti, M. microti, M. pinnipedi e M. caprae);
Etiologia da hanseníase ou lepra (M. leprae);
Outras espécies de interesse: micobactérias não tuberculosas (MNT)) de crescimento rápido ou lento (classificação de
Runyon).